Um ano e meio depois de entrar em funções e sem que nesse período Israel lhe tenha permitido visitar a Palestina, o relator especial das Nações Unidas sobre a situação dos direitos humanos naqueles territórios apresentou a sua demissão. Makarim Wibisono sucedeu, em Junho de 2014, a Richard Falk, que Telavive também nunca deixou entrar nos territórios palestinianos.
Antes de apresentar o último relatório ao órgão que o elegeu – o Conselho dos Direitos Humanos da ONU, que reunirá em Genebra de 29 de Fevereiro a 24 de Março –, Wibisono anunciou a decisão deixando fortes críticas ao posicionamento e prática das autoridades israelitas, lamentando que «os esforços para ajudar a melhorar as vidas dos palestinianos vítimas de violações sob ocupação israelita tenham sido sempre torpedeados».
«Espero sinceramente que o meu sucessor consiga resolver o actual impasse e assegurar ao povo palestiniano que, após quase meio século de ocupação, o mundo não esqueceu a sua situação desesperada e que os direitos humanos são universais», acrescentou.
Entretanto, o Estado do Vaticano confirmou a entrada em vigor de um tratado com o homólogo da Palestina, no qual se estabelecem normas de relacionamento entre ambos e não apenas se considera que a solução para o conflito israelo-árabe passa pelo constituição da Palestina independente e soberana, como a reconhece como um Estado.